Casamentos....

Casamentos....
Alguns são como diamantes, bruto no começo, não se modficam mas se intensificam com as lapidações de ano após ano...
São como verdadeiras jóias, e os anos são como lapidações, quanto mais, melhor!
As mulheres os ostentam, os homens se orgulham de conseguir preservá-los por tantos anos.
São eternos, lindos, nunca passam despercebidos pelos olhos alheios. Sempre reluzentes, nunca perdem a cor...



Outros, assim como o meu, são Biodegradáveis, nos causam estranheza no começo, mas controversamente também nos contentam por saber que o mundo pode ser melhor, realizados através de muito trabalho, muito estudo, muita pesquisa, são ótimos a que se propõem, mas um dia, sua "utilidade" de fazer as pessoas a sua volta feliz acaba, e por mais que você tente, não existe refil, e então começamos a achar que não serve para mais nada. E daí, para o bem de todos e da saúde da familia, abrimos mão dele... O descartamos...
Quando achamos que acabou, que virou lixo, lembrança....o Biodegradável começa mais uma jornada... Murcha... perde a cor... amolece.... se divide em mil, milhões de pedacinhos... se funde com a terra novamente, e assim faz nascer algo novo... 
Um Diamante? Ou outro Bio...? Talvez percorreu toda essa jornada para fortalecer as raízes de uma árvore, de uma árvore genealógica.

7 comentários:

Anônimo disse...

Certos casamentos me lembram o Samba do Grande Amor, de Chico Buarque:

Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim
O grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão
Pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador
Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel
O grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua de mel
Em Salvador
Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé
No grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor
Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

Anônimo disse...

Meu casamento era do tipo diamante, mas está se finando como biodegradável. No meu caso há uma complexidade imensa. Meu casamento transformou-se em uma casa de mãe Joana, onde todos os familiares têm que opinar e meter o bedelho. Não me separei, apenas fui separado. Não vou morrer por conta disso. Por ironia do destino pousei no seu blog e li seu artigo e, agora sei, que meu casamento é biodegradável. PQP! Imaginei sempre que seria eterno. Sou homem e você é mulher. Sinto algo diferente. Uma sensação de fracasso de ambas as partes e de um monte de gente com interesses subalternos... creio que tudo se deu em conta de uma casa que meu pai me reservou como herança. Pois é, não posso contar nada da minha vida, mas sinto uma decepção enorme e sinto vontade de pedir a meu pai que deixe a casa para os "fominhas". Pra mim, até uma casinha de sapê serve. Bye

_lua_ disse...

Olá querida.. conhecendo seu blog.. me permite seguir?

Bjs e fique em paz.

lua.

··¤(`×[¤Cici¤]×´)¤·· disse...

Anonimo: Boa música...a alguns anos atrás eu me sentia assim, quando descobri que meu marido era adicto, me sentia "traída", com uma pedra no peito como diz a música. Hoje, depois de muita "sala", descobri que na verdade eu não fui "traída", e mesmo que fosse é o Ò ficar com o sentimento inútil da auto-piedade.
Minha separação, graças a um PS, foi no momento certo, de forma sã e amigável... Muitas pessoas próximas me perguntaram se é definitvo... rs Hoje posso responder: E tem alguma coisa definitiva nessa vida????Só a morte... Se vc for espírita então...rs

··¤(`×[¤Cici¤]×´)¤·· disse...

Anônimo da casinha de sapê (rs desculpe a brincadeira).
Eu também senti isso... è um sentimento de dor... de "incompetência", de "Caramba... eu falhei como esposa", ou... "Não consegui manter meu casamento", Meus pais são diamante... Imagina só... foi dificil pra mim...
Mas, como partilhei com um grande amigo... Foi uma dor de um dia... Eu precisava chorar... eu precisava espremer pra fora qualquer sentimento de auto piedade que tinha em relação ao meu relacionamento. Eu e vc não somos culpados, nem inocentes... Somos sim responsáveis... Responsáveis porque de um modo ou de outro, nós decidimos...ou abrimos mão... Mas amigo... nada, NADA é definitivo... Não vou falar pra vc não lamentar... Não chorar... Mas cuidado...Se por um lado a dor é inevitável o sofrimento é opcional...
Digo isso porque se eu não me controlar nessa idéia...passo dias sofrento, me arrastando.... sendo a COITADONA (rs...pq coitadinha pra mim não basta, tem de ser que nem novela mexicana...rs) E ai... a vida passa.... e passando assim só se acumulam os arrependimentos...
Espero que tenha gostado do blog...Se quiser opinar, dar bronca, enfim... entre e fique a vontade

Luis disse...

Você tem um blog maravilhoso. Tem um estilo que se assemelha muito ao de Caio Fernando Abreu e, se quiser, poderá se aproximar dos textos de Clarice Lispector.
Bem, este seu texto me inspirou a buscar várias crônicas relativas a separação, de um modo geral. Nada pertinente às questões que envolvem a adicção que vem se constituindo em um problema cada vez mais complicado e em proporções crescentes. Eu, particularmente, com meus altos e baixos, vou levando minha chama, "como uma onda no mar"... Se é definitivo, sua resposta diz tudo e poderia se resumir no "que seja infinito enquanto dure". Escreva mais, porque precisamos ler coisas interessantes e você escreve com o coração e sua leitura, assim sendo, torna-se essencial.

··¤(`×[¤Cici¤]×´)¤·· disse...

Luis, obrigada, fico extremamente feliz que tenho ajudado alguém, mais feliz ainda porque esse retorno que tenho de alguns amigos como vc e os que passam por aqui me ajudam muito também... è muito bom poder ter a opinião de pessoas como vcs.

 

··¤(`×[¤Cicie e Ana¤]×´)¤··

"Insanidade é fazer as mesmas coisas, esperando resultados diferentes." Descobrimos que sozinhas não conseguiríamos, mas que com pessoas que buscam as mesmas vitórias, nos sentimos mais fortes,menos solitárias, e mais conectadas com nosso Poder Superior. Um dia de cada vez a gente junta um ano.

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